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O Estado Brasileiro deve aprovar lei reconhecendo a união homoafetiva?
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JOVENS DO LICEU PARTICIPAM DE OFICINA PROMOVIDA PELO GRUPO MATIZES
28/09/2008

Estudantes da escola Estadual Zacarias de Góis que integram o Projeto Direitos Humanos: Tô Dentro participaram neste sábado da oficina que discutiu sobre “Protagonismo Juvenil e Participação Política”. A atividade tinha o propósito de refletir qual o papel e a importância do segmento juvenil dentro do processo de construção da democracia politico-social-econômica através da mobilização e organização dos/as atores e atrizes jovens. A oficina foi conduzida pelo facilitador Herbert Medeiros, professor da rede estadual de ensino.

Pesquisas especializadas em conhecer o universo juvenil apontam que 61% deste segmento não consideram eficiente recorrer aos políticos para discutirem seus problemas e 46% responderam não ter atração por nenhum político. Mesmo assim, 59% deles votariam ainda que o voto seja facultativo. Neste sentido o facilitador afirmou ser fundamental reelaborar conceitos equivocados sobre a política e os polítics, buscando assim lançar um olhar menos estereotipado e ingênuo acerca destes temas.

“Acredito que pautar discussões como estas, mostrando aos estudantes que o exercício da cidadania juvenil se dá pelo conhecimento dos seus direitos e deveres mas também pela participação critica nos espaços de organizações sociais que lutem, cobrem e proponham políticas públicas inclusivas para jovens, seja um processo educativo de grande relevância para garotos/as terem ciência de seu papel ativo em qualquer ação transformadora”, analisa Herbert Medeiros.

A reflexão sobre a temática da oficina surgiu a partir da audição, leitura e analise do poema-musical “A minha alma(A paz que eu não quero)” do compositor e ex-integrante da banda ‘O Rappa”, Marcelo Yuka. Os estudantes socializavam suas idéias com o facilitador e este mediava as falas provocando questionamentos sobre os pontos de vistas expresso, o que permitia uma auto-reflexão do pensamento e sua conseqüente síntese crítica. Além da leitura da música do ‘Rappa”, houve também a interpretação da música “Até quando?”, de Gabriel O Pensador.

A estudante Samya Karol, que participou da oficina realizada no Liceu, diz ter sido muito importante participar desta discussão: “tive a compreensão, que antes não tinha, da importância de conhecer nossos direitos e não ficarmos sossegado, como diz a música, esperando que alguém faça por nós a construção de um mundo mais justo e igualitário quando quem deve construir somos a gente através de nossas ações individuais e coletivas ”, explica a estudante.